segunda-feira, 24 de agosto de 2009

"Máscaras". Aquarela s/ Papel

"Máscaras"

Sonhei um dia, que se podia
Viver sem as máscaras, sem fantasia
Mas quando acordei, percebi
Que sem elas não sobreviveria.

Tentei dias, meses e anos, a afirmar
Que sem as máscaras, podíamos nos amar
Mas, me mostrar ao mundo
Foi a maneira mais concreta de me decepcionar

Continuei lutando, brigando, gritando
E ao me deitar, continuava sonhando
Mas cada novo dia, ao amanhecer
Suspirava a dor do meu eu, sangrando

Por necessidade, um dia, resolvi me mascarar
Nossa, meu Deus, quantos aplausos a ganhar
Neste cenário chamado palco, eu renasci
Foi quando aprendi, o valor de interpretar

E durante algum tempo, peças ensaiei
Em esplendorosos teatros eu estreei
Muitas platéias tive, a me ver
Sorrisos, lágrimas, corações, conquistei

Mas um belo dia, a máscara no palco, caiu
Em pedaços minha vida inteira se partiu
E neste triste momento, refleti
Viver com máscaras, apenas me iludiu.

Heider Moutin//
07/05/2008




segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Fotos da Vernissagem de Cadernos de Artistas

Ruth Sprung Tarasantchi, Iole Di Natale e Federico Panizza
Valdo Rechelo - O Curador
Eddy Tricerri, Martin, Ivone Beltran, Valdo Rechelo e M I Lukacs.

ABA - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE AQUARELA E DA ARTE SOBRE PAPEL

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Bauhaus foi a escola de arte mais influente do século XX



Para assinalar os 90 anos da inauguração sobre a escola alemã
Berlim acolhe uma das maiores exposições de sempre sobre a Bauhaus
07.08.2009 - 13h26 Simão Martins
Berlim acolhe a exposição comemorativa dos 90 anos desde a inauguração da Bauhaus, a escola de arte mais influente do século XX. Estão expostos mais de 1000 peças que passaram pela escola fundada por Walter Gropious durante 1919 e 1933.

A exposição intitulada “Modelo Bauhaus” foi inaugurada dia 22 de Julho e vai estar presente em Berlim até 4 de Novembro (segue depois para Nova Iorque). Esta é uma das maiores exposições de sempre sobre a escola alemã (desde a realizada em Estugarda, em 1968), resultando da reunião das suas três “herdeiras” – o Arquivo Bauhaus de Berlim, a Fundação Bauhaus de Dessau e a Fundação Weimar Clássica.

A localização do edifício que acolhe a exposição não é de todo irrelevante. Situado mesmo ao lado da antiga sede da Gestapo, coincide também com o local onde esteve, durante décadas, o muro de Berlim, que dividiu a cidade, a Alemanha e também o mundo.

A escola de Walter Gropious
A Bauhaus foi uma escola de design, artes plásticas e arquitectura de vanguarda, que existiu na Alemanha entre 1919 e 1933. Foi fundada pelo arquitecto Walter Gropious, na altura da implantação da democracia na república de Weimar, no final da segunda década do século. Viria a ser encerrada já com Hitler no poder, 14 anos depois, em 1933.

Gropious acreditava que, com o fim da Primeira Grande Guerra, o mundo mudaria de rumo e, no mesmo sentido, também a arte precisaria de enfrentar algumas mudanças. Sugeriu um novo conceito de arte, baseado na funcionalidade, baixo custo dos materiais e orientado para a produção em massa.
De resto, no manifesto que deu mote a este novo paradigma artístico, o fundador da Bauhaus fixava a meta do processo criativo que iria colocar em marcha: “o objectivo último de toda a actividade criativa é um edifício!”. Além disso, Gropious exigiu também, no manifesto, o regresso do artesanato à arte. Aliás, chega mesmo a definir artistas como “artesãos exaltados”.

A escola começou por estar sedeada em Weimar, financiada sobretudo pelo então governo mudando-se em 1925 para Dessau, onde viveria os seus anos dourados, até ser encerrada por Hitler, em Berlim, em 1933. Considerada uma escola “anti-germânica”, muitos dos professores e alunos que por lá passaram dispersaram-se um pouco por todo o mundo – uma das razões da sua divulgação, implementação e evolução.

Uma escola paradoxal
Há, no entanto, uma reflexão a fazer quando falamos no “estilo Bauhaus” como uno. Ulrike Bestgen, co-directora da exposição, realça alguns paradoxos da escola Bauhaus: “Queriam democratizar as artes, mas hoje os seus objectos são peças caríssimas de coleccionador. Pretendiam melhorar a vida de todos, mas a escola nunca abandonou um elitismo desprezado pela maioria dos seus contemporâneos. O seu modelo, assente no trabalho comunitário e anónimo dos grémios de construção medieval (os abrigos), não impediu o aplauso público aos membros mais proeminentes, como Gropious ou Ludwig Mies van der Rohe. Nem sequer a auréola de anti-nazi está intacta: alguns colaboraram com o regime hitleriano; Fritz Ertl, por exemplo, foi oficial das SS e arquitecto do campo de extermínio de Auschwitz”.

Bestgen termina, dizendo que “há muitas Bauhäuser” (plural de Bauhaus).